Moçambique testa roaming nacional e promete melhorar conectividade nas zonas sem rede

Moçambique iniciou, em abril de 2026, a fase-piloto do serviço de roaming nacional, uma medida que pode transformar significativamente o acesso às telecomunicações no país. A iniciativa foi anunciada pela Autoridade Reguladora das Comunicações (INCM) e visa eliminar as chamadas zonas sem cobertura de rede.

O novo sistema permite que utilizadores das operadoras Tmcel, Vodacom e Movitel utilizem redes de outras operadoras sempre que não houver cobertura da sua rede principal, garantindo maior acesso à comunicação em diferentes regiões de Moçambique.

Como funciona o roaming nacional em Moçambique

Na prática, o roaming nacional permitirá que um cliente continue a fazer chamadas e enviar SMS mesmo fora da área de cobertura da sua operadora. O sistema utiliza a infraestrutura de outras redes disponíveis, evitando que o utilizador fique sem sinal.

Esta medida enquadra-se no Regulamento do Roaming Nacional nas Telecomunicações, aprovado pelo Decreto n.º 12/2025, de 19 de março, que estabelece as bases para a partilha de infraestruturas entre operadoras.

Fase-piloto do roaming nacional em 2026

A fase-piloto do roaming nacional decorre até 15 de maio de 2026 e inclui serviços básicos como chamadas de voz e envio de mensagens SMS. O objetivo principal é testar a compatibilidade entre as redes e garantir a qualidade do serviço.

Durante esta fase, as autoridades vão avaliar o desempenho técnico do sistema e identificar possíveis falhas antes da implementação em larga escala em Moçambique.

Regiões abrangidas pelo teste de roaming nacional

O projeto piloto está a ser testado em várias regiões do país, incluindo:

  • Quissico-Sede, em Inhambane
  • Muirrua, na Zambézia
  • Ntemangau e Chissimbire-Sede, em Tete
  • Nacala-a-Velha-Sede, em Nampula
  • Chissimbire, no Niassa

Estas áreas foram selecionadas por apresentarem desafios de cobertura, sendo consideradas estratégicas para testar a eficácia do sistema.

Impacto do roaming nacional na conectividade em Moçambique

A implementação do roaming nacional pode representar um avanço importante para a inclusão digital em Moçambique. Ao reduzir as zonas sem cobertura, mais cidadãos terão acesso a serviços de comunicação, mesmo em áreas remotas.

Além disso, a medida pode contribuir para melhorar a comunicação entre regiões, apoiar actividades económicas e facilitar o acesso a serviços digitais.

Desafios e dúvidas sobre o novo sistema

Apesar do potencial impacto positivo, ainda existem dúvidas sobre o funcionamento do roaming nacional em Moçambique. Entre as principais preocupações estão os custos operacionais, a qualidade do serviço em zonas remotas e o possível impacto nos preços para os consumidores.

Especialistas apontam que o sucesso da iniciativa dependerá da sua implementação prática e da capacidade das operadoras em garantir um serviço estável e acessível.

Roaming nacional pode marcar nova era nas telecomunicações

Se implementado com sucesso, o roaming nacional pode marcar o início de uma nova fase nas telecomunicações em Moçambique, reduzindo desigualdades no acesso à rede e promovendo o desenvolvimento económico em regiões menos servidas.

Num país onde a cobertura ainda é desigual, esta iniciativa pode ser decisiva para melhorar a conectividade e aproximar mais cidadãos dos serviços de comunicação.