Chapo promete duplicar financiamento do FDEL ainda este ano
O Presidente da República, Daniel Chapo, prometeu duplicar o financiamento do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL) ainda em 2026, numa resposta às preocupações apresentadas pelos beneficiários sobre a insuficiência dos valores disponibilizados para os seus projectos.
O anúncio foi feito este sábado no distrito de Ribáuè, província de Nampula, durante um encontro entre o Chefe do Estado e mutuários do FDEL.
Beneficiários pedem mais financiamento
Os participantes afirmaram que os montantes recebidos não foram suficientes para implementar plenamente os seus projectos nem expandir actividades económicas capazes de gerar mais empregos.
“O valor não foi suficiente. Estou a pedir que este ano o valor seja um pouco elevado.”
Uma das beneficiárias, Cidália Francisco, explicou que conseguiu iniciar uma peixaria graças ao financiamento, embora o valor não tenha permitido concretizar o projecto completo.
“O valor que me deram não chegou para fazer a peixaria, mas tenho um pontapé, tenho a minha peixaria e tenho dois trabalhadores.”
Infra-estruturas e formação profissional
Durante o encontro, os mutuários também defenderam melhorias nas estradas de acesso às comunidades para facilitar o escoamento da produção e reduzir os custos de transporte.
Foi ainda sugerida a criação de institutos técnico-profissionais em Ribáuè, com cursos de mecânica, agricultura e carpintaria para reforçar o auto-emprego juvenil.
“Se tivéssemos aqui um instituto de artes e ofícios, isso iria ajudar muito mais a juventude.”
Chapo promete reforço do fundo
Em resposta, Daniel Chapo reconheceu que os recursos inicialmente disponibilizados ficaram abaixo da elevada procura registada em todo o país.
“Resolvemos que este ano, 2026, vamos duplicar o valor. O dinheiro vai ser duas vezes mais do que aquilo que foi ano passado.”
Segundo o Presidente, o objectivo é ampliar o acesso ao FDEL, apoiar mais cidadãos e garantir maior impacto económico nos distritos.
Uso responsável dos fundos
O Chefe do Estado apelou ainda à gestão responsável dos recursos e ao cumprimento das obrigações de reembolso para garantir a sustentabilidade do programa.
“Este dinheiro não é para gastar. É para fazer negócio, poupar e crescer.”

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