Mais de 1.300 migrantes morreram ao tentar chegar à Espanha em 2026
Um total de 1.317 migrantes perdeu a vida nos primeiros cinco meses de 2026 durante tentativas de alcançar a costa espanhola, segundo um relatório divulgado pelo colectivo Caminando Fronteras.
Os dados abrangem o período entre 1 de Janeiro e 31 de Maio e revelam a dimensão da crise migratória nas principais rotas utilizadas por pessoas que procuram chegar à Europa.
Mulheres e menores entre as vítimas
De acordo com o relatório, entre as vítimas registadas encontram-se 142 mulheres e 129 menores de idade, números que evidenciam a vulnerabilidade de muitos dos migrantes envolvidos nas travessias.
O documento indica ainda que 27 embarcações desapareceram completamente durante as viagens, sem que fossem encontrados sobreviventes.
Rota atlântica lidera número de mortes
A rota atlântica continua a ser considerada a mais perigosa para os migrantes que tentam chegar a Espanha, tendo registado 635 vítimas mortais durante os primeiros cinco meses deste ano.
Segundo o colectivo Caminando Fronteras, esta rota mantém elevados níveis de risco devido às longas distâncias percorridas e às difíceis condições de navegação.
Mortes aumentam na rota argelina
O relatório destaca igualmente um aumento significativo do número de vítimas na rota argelina. Pela primeira vez, foram contabilizadas mais de 507 mortes nesta travessia, representando um crescimento de 54% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Os dados demonstram uma deterioração das condições de segurança enfrentadas pelos migrantes que utilizam este percurso para chegar ao território europeu.
Estreito de Gibraltar também regista agravamento
Na rota do Estreito de Gibraltar, o número de vítimas praticamente duplicou em relação ao ano anterior, passando de 52 para 99 mortes registadas em 2026.
Já na zona da vedação de Ceuta, foram contabilizadas 48 mortes entre Janeiro e Maio deste ano, reforçando as preocupações sobre a segurança das fronteiras migratórias da região.
As organizações de apoio aos migrantes continuam a alertar para a necessidade de soluções mais seguras e humanitárias para reduzir o número de mortes nas rotas migratórias rumo à Europa.

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