Severino Ngoenha critica dependência do FMI e Banco Mundial e pede soluções internas para Moçambique

O filósofo moçambicano Severino Ngoenha defendeu que Moçambique deve reduzir a dependência da ajuda externa e apostar em soluções concebidas internamente para enfrentar os desafios económicos e sociais do país.

Durante uma intervenção realizada no Atelier Filosófico, na cidade da Beira, nas vésperas das celebrações da Independência Nacional, Ngoenha questionou os resultados de décadas de cooperação internacional, afirmando que, apesar dos elevados financiamentos recebidos, grande parte da população continua a viver em situação de pobreza.

Segundo o académico, instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial actuam de acordo com os seus próprios interesses, salientando que estas organizações não são entidades de caridade.

"O Banco Mundial é um banco. E o banco não faz caridade."

Ngoenha também analisou os primeiros meses da governação do Presidente Daniel Chapo, defendendo que o Chefe de Estado deve reforçar o diálogo com os diferentes sectores da sociedade moçambicana, incluindo agricultura, educação, construção e sector privado, antes de procurar soluções no exterior.

O filósofo concluiu apelando à soberania económica e intelectual, defendendo que apenas os próprios moçambicanos podem construir um modelo de desenvolvimento sustentável, baseado nas necessidades e prioridades nacionais.

Fonte: MZNews.