
Família Acusa Hospital José Macamo de Troca de Bebé e Contesta Identidade de Nado-Morto
Caso gera polémica em Maputo e leva familiares a exigir investigação independente
Uma família da cidade de Maputo acusa o Hospital Geral José Macamo de negligência médica e de apresentar um recém-nascido morto que, segundo os familiares, não corresponde ao bebé que nasceu com vida no Centro de Saúde de Muhaze.
O caso tem gerado forte polémica e levantado dúvidas sobre os procedimentos adoptados pela unidade sanitária, levando os familiares a exigir uma investigação aprofundada para esclarecer as circunstâncias da morte e a identidade da criança.
Bebé teria nascido saudável em Muhaze
De acordo com o relato da mãe, o parto ocorreu inicialmente no Centro de Saúde de Muhaze, onde o recém-nascido nasceu sem complicações aparentes.
Posteriormente, devido a problemas de saúde apresentados pela progenitora após o parto, mãe e filho foram transferidos para o Hospital Geral José Macamo para acompanhamento médico especializado.
Segundo a mãe, durante a madrugada ainda conseguiu amamentar o bebé e trocar as suas fraldas, situação que reforça a sua convicção de que a criança estava viva após a chegada à unidade hospitalar.
Família questiona identidade do corpo apresentado
Horas depois, os profissionais de saúde informaram a família sobre a morte do recém-nascido. No entanto, a mãe e a avó contestam a identidade do corpo apresentado pelo hospital.
Os familiares alegam que o bebé nascido em Muhaze possuía características físicas específicas, incluindo uma ligeira deformação na cabeça provocada pelo parto e uma marca visível no rosto, elementos que teriam sido registados em fotografias.
Segundo a denúncia, o corpo exibido pela instituição apresentava características diferentes, incluindo queimaduras nos membros superiores e inferiores e maior quantidade de cabelo, levantando suspeitas de uma possível troca de bebés.
Hospital rejeita acusações e fala em mal-entendido
O director clínico do Hospital Geral José Macamo explicou que o recém-nascido deu entrada no berçário da unidade com complicações respiratórias graves e queimaduras alegadamente provenientes da unidade sanitária onde ocorreu o parto.
O responsável acrescentou que alterações físicas podem ocorrer naturalmente no corpo de recém-nascidos após o falecimento, o que poderá justificar algumas diferenças observadas pela família.
Ainda assim, recomendou que os familiares apresentem uma participação formal às autoridades competentes caso pretendam uma investigação detalhada, incluindo a realização de testes de ADN para confirmação da identidade da criança.
Família exige esclarecimento
Enquanto aguardam esclarecimentos, os familiares continuam a exigir respostas sobre o sucedido e defendem a necessidade de uma investigação independente para apurar responsabilidades.
O caso continua a gerar debate público e preocupação entre cidadãos, sobretudo devido à gravidade das acusações envolvendo alegada troca de bebés e possível negligência médica numa das principais unidades hospitalares da capital moçambicana.
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